domingo, maio 07, 2006

HISTÓRIA DO ARCO-DA-VELHA

Numa aldeia longínqua, havia uma senhora muito velhinha, talvez a pessoa mais antiga daquela aldeia. Chamava-se Eugénia, tinha uma filha, e era viúva. A filha, que se chamava Andreia e era muito bonita, já tinha casado e saído de casa.
Eugénia não se dava com ninguém, pois durante toda a sua vida, vivera fechada naquela casa. Era a sua filha que ia às compras, trabalhava, e fazia tudo o que havia para fazer fora de casa. Agora que a filha saíra de casa, quando a ia visitar levava-lhe montes de comida, mas a velhota, agora, passava os dias a limpar e a arrumar a casa.
A Eugénia já era muito velha e nunca recebia visitas mas, um dia, um senhor entrou na sua casa, dizendo que era da junta de freguesia e a lembrar que aquela aldeia era pobre, por isso havia uma lei que dizia:

“Devido à pobreza desta aldeia, todos os cidadãos têm que construir alguma coisa para a enriquecer: um monumento, casas, fontes, estradas e outras coisas tais.”

A Eugénia ainda não havia construído nada, e se nada construísse dentro de um ano, cortavam-lhe o pescoço. Assim dizia a lei.
Depois da visita do senhor, a Eugénia ficou assustada, e viu-se obrigada a construir algo. Depois de muito pensar, teve a ideia de fazer um arco. Não seria um arco qualquer, seria um arco gigante, todo de pedra, muito bonito.
Para o começar, pediu dinheiro à filha, para comprar materiais e começou a construir o seu arco. Trabalhou noite e dia, dia e noite, sem parar, e sem ajuda, durante um ano. Depois de o acabar, escreveu numa tabuleta:

Todos os que aqui passarem DEVEM gritar:
Este é o Arco-da-Velha!!!!!
Se gritarem, terão sorte para toda a vida!

O arco-da-velha foi um sucesso naquela aldeia, pois todas as pessoas que lá passaram e fizeram o que era pedido, tiveram a sorte prometida.
Desde que o arco fora construído, todos os aldeões e turistas passaram a admirar a Eugénia.
A Eugénia ficou muito doente e acabou por morrer.
Para a homenagear, decidiram sepultá-la debaixo do arco que tanto lhe custara a construir.
E até hoje, a Eugénia é lembrada naquela aldeia do ARCO-DA-VELHA



Henrique Silva

1 comentário:

Anónimo disse...

está bué fixe não me consigo expressar mas gostei muito!tambem não posso dizer que é o meu preferido pois há aki textos muito originais como o da ruth lopez assim como poemas bem divertidos ;)