segunda-feira, maio 22, 2006

CONFISSÕES DE AMOR

Sou o teu amante desconhecido
Que o mundo esqueceu
Já nem sei quem sou
Pois a tua beleza me cegou.


Os teus olhos a brilhar
Um brilho incandescente
Fazem-me imaginar
O que por mim ela sente.


A tua boca é uma rosa
Tão vermelha como uma chama
É tão doce e sedosa
Que o coração aclama.


Luís Mascarenhas
6.º G





FUI CRESCENDO

Passei por bebé
Fui uma criança
Tornei-me pré – adolescente
Mas que grande mudança.

Quando era bebé
Tentava falar
Dava gritinhos
Consegui andar.

Era criança
Conseguia falar
Falar normalmente
Conseguia andar.

Agora, pré – adolescente
Tudo é mais fácil.
Já falo e ando
Já nada me é difícil.


Rita Monteiro 6ºG Nº19

QUERO SER COMO TU!

Quero ser como tu
Fazer tudo como tu
Trabalhar como tu trabalhas
Jogar como tu jogas

Dormir como tu dormes
Brincar como tu brincas
Comer como tu comes
Acordar como tu acordas

Entrar para a água como tu entras
Nadar como tu nadas
Mergulhar como tu mergulhas
Sair da água como tu sais.

Gostar como tu gostas
Amar como tu amas
Adorar como tu adoras
Gosto de fazer tudo
Como tu.

Rita Monteiro 6ºG Nº19

ANIMAIS

Na casa da poesia
Cabem formigas e baratas
Abelhas aranhas e moscas
Em janelas grandes e pequenas
Em cada lugar cabe um animal
As donas da casa são toscas
Pois deixam todos entrar
Cavalos, vacas que comem batatas!

Rita Monteiro 6ºG Nº19

PLANTA

Planta, plantinha
Com quem vives sozinha?

Sim, debaixo da terra
Quente e fofa
Que me dá energia.

Planta, plantinha
Sai da terra, brilha!

Não, não saio
A vida aqui é mais divertida.

Planta, plantinha
Como estás enganada…
A vida sozinha é muito amargurada.

Até podes ter razão,
Não tenho ninguém para brincar,
Mas aqui estou quentinha
Ninguém me vai arrancar.

Vem plantinha,
Vem para fora
Vem para fora para brincar,
Plantinha não tenhas medo
Medo só de germinar.


Planta, plantinha
Com quem vives sozinha?

Sim, debaixo da terra
Quente e fofa
Que me dá energia.

Planta, plantinha
Sai da terra, brilha!

Não, não saio
A vida aqui é mais divertida.

Planta, plantinha
Como estás enganada…
A vida sozinha é muito amargurada.

Até podes ter razão,
Não tenho ninguém para brincar,
Mas aqui estou quentinha
Ninguém me vai arrancar.

Vem plantinha,
Vem para fora
Vem para fora para brincar,
Plantinha não tenhas medo
Medo só de germinar.

Maria Lopes 6ºG

ROTINA

Manhã - acordar
Galo - cantar
Cão - ladrar
Pequeno-almoço - tomar.

Escola - aprender
Biblioteca - ler
Campo - jogar
Sol - brilhar.


Cristina Maidan, n.º6, 6ºG

AMORES DE VERÃO

Ao andar pelos matos
Mas que louca viagem
Até vi sereias em terra
Mas que louca miragem!


Eu, cavaleiro de armas na mão
Caí mais uma vez
Na minha insana ilusão!



Pois a minha princesa
Pertence à riqueza
E eu pobre pastor
Dos matos domador



Não consigo encontrar
O meu amor de Verão
A minha paixão.

sexta-feira, maio 19, 2006

UM ABRAÇO

Um abaço é para sentirmos,
é para sorrirmos.
É para nos fazer entender
que há um amigo.
Um abraço sou eu, és tu
sou eu contigo e tu comigo.
Um abraço não se recusa
não se abusa,
mas sente-se
sente-se que há
um amigo.

Daniela Martins - 6.º I

O olhar do sol

Vi o Sol, a nascer no rio,
Parecia olhar para mim.
Parecia estar comigo,
Ou talvez dizer-me algo.
Lua, queria estar contigo,
Dia, talvez consigas.

Ele subiu
Dia acima.
Agitou a água do rio
Deixando raios de luz
A chorar, a chorar
Com os seus grandes, lindos e quentes,
a entristecer o dia.

Passaram dias.

E finalmente o brilhante sol regressou.
Tinha de regressar

Gianni e Natacha 6º I

(A partir do poema de António Torrado A Janela e O Barco à Vela)

A Galinha









Estava uma galinha
Ao pé da estrada
Estava a chover e...
A galinha ficou toda molhada,
E ficou muito chateada.

Quem sabe se rimando,
Ela pegava no comando,
Para ver outra estrada,
Como aquela toda...
Molhada, ou encharcada?

Se há estrada assim,
A galinha sabe,
Parece que a estrada,
Não estava molhada
Porque um espirro nunca vem só!

Coitada da senhora galinha,
Ficou toda molhada!


Daniela F. & Beatriz 6º I

(a partir do poema de Maria Alberta Menéres A Galinha)

A caneta


A caneta escreve, escreve
Parece que não pára.
Às vezes ecreve coisas que não deve
Mas só o corrector é que repara.



A caneta é indispensável
Pois é precisa todo o dia
É prática e confortavél
Pois nem precisa do afia.


Daniela Martins

segunda-feira, maio 15, 2006

MIRAGEM

No deserto sem água
Não há nada
Não há oásis
Só há miragens paradas
Contra a densa tempestade arenosa
A água apaga miragens
A miragem é a sede fatal
É a sede que mata
É uma visão desamparada
É sempre uma miragem parada
Totalmente parada.

Carlos Mendes com Manuel Sampaio- 6.º I
(a partir do texto Paisagem de Eugénio de Andrade)

SÓ NÓS DOIS

Da tua pele branca
Nasce o encanto e a tristeza
És a rosa que mais me encanta
Nessa tua pureza.

Teus olhos cor do mar
Teus lábios uma onda
Será que contigo posso surfar?
Estarei pronta?

Acordada lá penso em ti
E nos teus olhos cintilantes
Mas logo de seguida adormeci
Pensando em diamantes.

Na rua destacas-te
Como o mais elegante
Olhas para mim, atracas-te
Fico deslumbrante.

Na praia, ouço o mar
Pensando que é a tua voz doce
Dizendo quero-te amar
Mas pensei que nada fosse.

Marta Silva e Rute Lopes

( a partir de Minha Pena Minha Espada, de Manuel Alegre)

O MAR

O mar,
Limpo e profundo
Parece nunca acabar
Sempre foi assim,
E assim

Sempre será
Têm filhas,
Bastantes filhas
Chamadas ondinhas
Sempre agitadas
Sempre mexidas
Têm amigas

Com quem brincar
Queridos peixinhos, no
Bonito mar

Lucas e Pedro - 6.ºI

(a partir de Histórias do Senhor Mar, de Matilde Rosa Araújo)

Também vou voar

Escrevi um dia, sobre o vento
Que iria voar silenciosamente para observar o mar.
Mas eu já estive a sonhar,
Já estiva a sentir rapidamente
Uma Joaninha amarelinha ao relento.

Tatiana Silva e Sónia Filipa
6ºI

(a partir Noite das coisas, de Sophia de Mello Breyner)

A casa da poesia

Na casa da poesia
Vive o espírito amoníaco
E poético de magia
Quando fui à janela chovia
Não era chuva normal
era chuva de mágica harmonia.

André Miranda e Tomás Nova
6ºI

(a partir do mesmo título de José Jorge Letria)

sábado, maio 13, 2006

O meu diário

Todos os dias lá estou eu
A escrever no meu diário
Ninguém toca nele
Porque o escondo no armário.



Só o meu diário
Sabe todos os meus segredos
O que faço, o que não faço,
O que penso... e os meus medos.



Antes de adormecer
Cinco minutos para nele escrever
Depois fecho-o bem fechado
Para ninguém o poder ver.



Esta é a história
Do meu diário bem guardado
Não a conto a ninguém
É o meu mundo trancado.



Henrique Vieira da Silva, nº10, 6ºI

Televisão

Uma televisão
É uma coisa especial
Vêem-se noticias e programas
Em qualquer canal.


Numa televisão
Também se vêem novelas e ficção
Vêm-se filmes e comédias
E programas de educação.


Ver televisão é divertido
Há anúncios e passatempos
Há até a meteorologia
E sabem-se todos os contratempos.


Através da televisão
Ficamos informados
Umas vezes deixa-nos felizes,
E outras, atarantados.

É uma caixa mágica
Que tem muito poder
É só ligar o botão
Ouvir com atenção e ver.


RTP, SIC e TVI
São alguns dos canais
Eurosport, Discovery e MTV
São exemplos dos internacionais.



Henrique Vieira da Silva, nº10, 6ºI

sexta-feira, maio 12, 2006

O meu computador

No Natal de 2005, os meus pais ofereceram-me um computador.
Eu nunca tinha imaginado que um computador podia ser tão útil. Com ele podemos fazer muitas coisas, como estudar, ir à Internet, fazer trabalhos para a escola, falar com os amigos, jogar, …
O meu pai disse-me que quando ele era da minha idade não existiam PC’s (computadores pessoais), os únicos que existiam eram enormes, chegavam a ocupar uma sala inteira e tinham menos capacidade que os que existem hoje.
Os PC’s foram inventados por um senhor que se chama Bill Gates que, por causa da sua invenção, transformou-se na pessoa mais rica do Mundo.

Pedro nº 17
6º G

Guardadas no Coração

Tenho os teus olhos no coração
Guardado por palavras de tristeza
e de amor
As palavras vão partir para coração
Este dia ou um dia qualquer

Guardadas no Coração
As pessoas que insultam lentamente
Refugiadas em cima da tristeza
Quando as palavras voltarem
Os olhos escondidos nas folhas Saíram do jardim e a aventura começa

(a partir do poema de Alexandre O'Neill, A meu favor)

João Dias & Adriano

O meu sonho

Eu tive um sonho fantástico
Sonho particular.
Um sonho mágico,
Com todos os adjectivos bons,
Que me fez acordar.

Eu tive um sonho fantástico
Um sonho único
Impossível de se realizar,
Nunca tinha sonhado assim,
E não parei de pensar;

Eu tive um sonho fantástico
Um sonho que me dizia,
Uma coisa muito importante
Transmitia energia, força e alegria.

O meu sonho foi muito interessante
Aí aprendi que na vida
Temos de lutar
Por aquilo que desejamos.
Nesta vida fabulosa e querida!

(a partir do poema de Cecilia Meireles O Menino Azul)

Rita & Dionisa
6ºG

UMA VISITA DA LUA





Numa tarde, um menino ignorante e muito solitário chamado Rafael estava a passear na praia, por volta das sete horas, quando apareceu uma bola muito grande, cheia e muito, mesmo muito branca como uma folha de papel limpa. Ele pôs-se a pensar o que seria aquilo… De repente, a coisa começou a descer até ele. O Rafael começou a afastar-se e a lua disse:
- Não tenhas medo! Eu não faço mal, nem a uma mosca!
O Rafael começou a ter mais confiança na lua, aproximou-se, e disse:
- Como te chamas?
-Tu nunca me viste lá na galáxia? Pronto, eu chamo-me Lua!
-Na galáxia? Mas o que é isso?
- A galáxia são as estrelas, planetas…
-Como é que és tão branca?
-Não sei! Sou assim de nascença.
-És limpa quantas vezes ao dia?
-Nenhuma.
-Pois…tu gostavas de conhecer a Terra?
-Eu conheço, mais ao menos, porque eu lá do céu vejo tudo! Mas é de longe!
-Vamos é conhecer de perto e quando acabarmos podemos ir ver de longe!
Lá foram eles. Andaram para trás, para a frente, para os lados, Espanha, França, Inglaterra e até aos glaciares…de uma ponta à outra do mundo. Quando regressaram à praia, já estavam estafados e o Rafael disse:
- Qual foi a terra que gostaste mais?... A minha preferida foi aqui o meu querido Portugal, apesar de ter também gostado dos Estados Unidos da América onde eu nunca tinha estado, mas agora conheço todas as terras do mundo e fico muito FELIZzzzzz...!
- Eu gosto muito de Portugal, mas realmente os glaciares são um máximo! Bem, agora vamos subir aos céus.
Entretanto, enquanto subiam aos céus, o Rafael amedrontou-se:
- Isto é muito alto, não consigo olhar para baixo! Eu tenho muito medo das alturas!
- Então... é a altura perfeita para te livrares desse grande medo!
Então a Lua, com um estalar de dedos, pediu às suas amigas estrelas para porem uma grande coroa na cabeça do Rafael e fazerem um cadeirão digno de um rei. Com tudo isto, o Rafael encheu-se de coragem, olhou para baixo e exclamou:
- A Terra vista daqui é muito diferente! É muito mais bonita, não tem carros horríveis a buzinarem e a deitarem fumo por todo o lado… quem me dera viver aqui!
- Não podes, os teus pais iam ficar muito preocupados. E a tua escola? Não ias perder o ano por causa de viver aqui! Agora vais ter de ir embora, eu vou-te lá pôr!
Quando iam para baixo, a Lua perguntou:
- Qual foi a vista da terra de que mais gostaste?
- Eu acho que gostei de conhecer terra vista de longe. E tu?
- Eu gostei de todos os lados!
Quando chegaram, despediram-se, muito tristes, e o Rafael disse:
- Vem visitar-me mais vezes, eu estou sempre aqui!
- Claro que venho, não ia deixar o meu amigo aqui sem ninguém para brincar!
O Rafael foi contar a toda a gente e quando chegou a escola já sabia mais que todos os seus colegas sobre o céu e as terras do mundo.
Mas ninguém sabia como o Rafael, tão rápido, tinha aprendido tanto! Toda a gente ficou espantada! E até já tinha arranjado mais amigos.
A Lua, essa, nunca mais foi vista com ele...!




Rute Lopes

domingo, maio 07, 2006

O AMOR É LINDO

Tu és a coisa mais bonita do mundo,
É contigo que eu sonho todo o dia
por ti não comia
e caía num poço sem fundo.

Cada vez que te vejo encho-me de alegria
É mau andar por ai sem ti
Quando me disseste não sofri
Quando olho para ti componho uma sinfonia


Nas aulas não tenho vontade
Eu só quero que tu saibas que
Não sou daqueles que fazem muita crueldade

Eu amo-te e não quero perder-te
Nesta minha jovem vida
Eu não quero nem deixo que alguém queira roubar-te


Henrique & Ruben
6.º I
(a partir de Amor é Fogo que Arde sem se ver, de Luís de Camões)

BEM

Tenho fases, como o bem
Fases de andar perdido,
fases de me esconder também…
Perdição de estar perdido!
Perdição de fazer bem!
Tenho um olhar de lua,
Perdido eu não estou bem.

Fases de fazer o bem,
um segredo lendário
com muitos anos também
não fiz nenhum questionário.

E a roda dos milhões
Nunca ganhei tal coisa!
Faço o bem como ninguém.
(tenho fases como o bem…)
Se eu fizer bem o bem,
Ganho alguma coisa em troca.
Mas não sou oportunista,
Porque faço o bem…

(a partir de Lua Adversa, de Cecília Meireles)


CARLOS & ANDRÉ

6ºG

A ILHA

Foi tudo, disse a ilha.
Mar, mar, mar
Que tudo leva.


Mesmo assim
Brilha.


João Ferrão & Maria - 6ºG
(a partir do poema O Vulcão, de António Torrado)

POEMAS PARALELOS

Este foi um exercício feito na Semana da Poesia. Escolheu-se um poeta e um poema que serviriam de modelo, para um novo poema dos alunos, que tentariam seguir o poema-modelo o mais fielmente possível.
Resultaram os poemas que se seguem, que deram muito gozo ... e muito trabalhinho também!
Todos os alunos colaboraram, das duas turmas: 6.ºI e 6.ºG.


Prof.ª Lurdes Pelarigo

HISTÓRIA DO ARCO-DA-VELHA

Numa aldeia longínqua, havia uma senhora muito velhinha, talvez a pessoa mais antiga daquela aldeia. Chamava-se Eugénia, tinha uma filha, e era viúva. A filha, que se chamava Andreia e era muito bonita, já tinha casado e saído de casa.
Eugénia não se dava com ninguém, pois durante toda a sua vida, vivera fechada naquela casa. Era a sua filha que ia às compras, trabalhava, e fazia tudo o que havia para fazer fora de casa. Agora que a filha saíra de casa, quando a ia visitar levava-lhe montes de comida, mas a velhota, agora, passava os dias a limpar e a arrumar a casa.
A Eugénia já era muito velha e nunca recebia visitas mas, um dia, um senhor entrou na sua casa, dizendo que era da junta de freguesia e a lembrar que aquela aldeia era pobre, por isso havia uma lei que dizia:

“Devido à pobreza desta aldeia, todos os cidadãos têm que construir alguma coisa para a enriquecer: um monumento, casas, fontes, estradas e outras coisas tais.”

A Eugénia ainda não havia construído nada, e se nada construísse dentro de um ano, cortavam-lhe o pescoço. Assim dizia a lei.
Depois da visita do senhor, a Eugénia ficou assustada, e viu-se obrigada a construir algo. Depois de muito pensar, teve a ideia de fazer um arco. Não seria um arco qualquer, seria um arco gigante, todo de pedra, muito bonito.
Para o começar, pediu dinheiro à filha, para comprar materiais e começou a construir o seu arco. Trabalhou noite e dia, dia e noite, sem parar, e sem ajuda, durante um ano. Depois de o acabar, escreveu numa tabuleta:

Todos os que aqui passarem DEVEM gritar:
Este é o Arco-da-Velha!!!!!
Se gritarem, terão sorte para toda a vida!

O arco-da-velha foi um sucesso naquela aldeia, pois todas as pessoas que lá passaram e fizeram o que era pedido, tiveram a sorte prometida.
Desde que o arco fora construído, todos os aldeões e turistas passaram a admirar a Eugénia.
A Eugénia ficou muito doente e acabou por morrer.
Para a homenagear, decidiram sepultá-la debaixo do arco que tanto lhe custara a construir.
E até hoje, a Eugénia é lembrada naquela aldeia do ARCO-DA-VELHA



Henrique Silva

sexta-feira, maio 05, 2006

ÀS VEZES AS FADAS ACONTECEM






Numa aldeia muito antiga vivia uma rapariga chamada Sara. Era uma rapariga simples com cabelo curto muito ruivo, olhos com cor de amêndoa e lábios finos como linhas.
A rapariga vivia com a avó, e dizia que a aldeia já era muito antiga e velha, já estava cansada e achava que não havia nada de novo para descobrir.
Sara, um dia, sonhou com umas fadinhas, fadinhas tão pequenas que cabiam na palma da mão, e tinham uma voz tão doce que enfeitiçava qualquer músico.
No dia seguinte, acordou muito bem disposta e quis ir para o seu lugar favorito, o lugar mais bonito da aldeia. Apetecia-lhe apreciar a paisagem aberta, com as borboletas e os passarinhos a voar, e sobretudo não parava de pensar nas fadas com que tinha sonhado. Cada vez acreditava mais que eram reais.
Sara só pensava que as fadas a iam ajudar a sair da aldeia e a descobrir lugares novos, voando.
A avó de Sara estava em pânico porque não sabia como tirar aquela ideia da sua cabeça…
Passou o tempo.
Voltou a passar.
Sara estava num bosque e encontrou uma fada igual à dos seus sonhos.
Conversou com ela, perguntou-lhe o seu nome e a fada disse-lhe:
- Se eu fosse a ti aproveitava a avó que tens, a aldeia onde vives e tudo o que tu aqui podes desfrutar e descobrir.
Desde aí, Sara já não achava que a sua terra não tinha nada para descobrir.
Afinal, foi na sua adorada aldeia que descobrira que as fadas acontecem...


Daniela Martins

APRESENTAÇÃO

O Clube da Fantasia começou quando a professora Lurdes Pelarigo, da escola Conde de Oeiras, decidiu formar um grupo de alunos interessados em comprender melhor a Língua Portuguesa, divertindo-se pelo caminho.
No Clube, começámos por aprender que também se fala com o nosso corpo, com as expressões que fazemos ou deixamos de fazer.
Fizémos leituras de maneiras variadas, que nos puseram todos a rir e a perceber que também a voz é um instrumento poderoso.
Depois, fomos trabalhar para a Biblioteca, fazer textos, sobre vários temas. A ideia era a de fazer um teatro mas, como não havia muito tempo para os ensaios, pensámos partilhar convosco os nossos escritos neste Blog.

Vocês também podem participar nele: basta mandarem-nos coisas escritas por vós para o e-mail clubedafantasia@sapo.pt. Se tiverem qualidade, verão que os pomos por aqui!!!
Esperemos que gostem!
Comentem e passem a mensagem a todos os vossos amigos!

A LUA VEIO VISITAR-ME



Ricardo transformara-se num menino rebelde, desde que a sua mãe tivera que ir trabalhar para fora. Agora tem 13 anos e é muito revoltado.
Ele vive com o pai numa pequena vila, perto de um rio, onde costumava ir dar uns mergulhos com os amigos. A sua relação com o pai era muito próxima, dado ao afastamento da sua mãe.
Numa sexta-feira, quando acabou a escola, Ricardo foi de imediato para casa. Ao entrar, ouviu um latido vindo de uma cesta. Cheio de curiosidade, foi dar uma espreitadela. Qual não foi a sua surpresa ao encontrar lá uma cadela e um bilhete:


Ricardo:
Dou-te esta cadela porque pensei que irias gostar desta surpresa. Espero que te divirtas com ela!!!



Ricardo ficou maravilhado com a surpresa que lhe tinham feito e reparou que o pai não estava em casa.
Sentou-se no sofá a pensar no nome que iria dar à sua cadela. Passado algum tempo, veio-lhe uma ideia à cabeça…
- Já sei! Vou dar-te o nome de Lua, porque os teus olhos brilham como tal! Mas ainda me pergunto… quem te terá trazido até a mim????
Depois do nome veio, claro, a brincadeira!!!
Foram os dois a correr para o jardim, jogar à bola. Cansados, suados, foram dar uns mergulhos no rio e, logo depois, foram até ao centro da vila, onde encontraram o pai.
- Pai…Pai...!
- Olá, filho, o que fazes por aqui?
- Vim dar uma volta com a minha nova amiga. Apresento-te a Lua!!!
- Onde a encontraste? Não foi na rua, pois não?
- Claro que não, apareceu em nossa casa.
- Que estranho...e sabes quem a deixou lá?
- Não, mas vou descobrir…
Meteram-se no carro e foram para casa, pensando…

Quem deixaria uma cadela em casa de outras pessoas???

Passou-se uma semana.
Ricardo ficou muito chegado à Lua. Já nem parecia a mesma pessoa.
Ele achava estranho que ninguém tivesse vindo à procura da sua pequena amiga.
Estavam os dois no jardim, quando, de repente, Ricardo viu uma menina curiosa a espreitar.
- Áurea?!!!! Que fazes tu no jardim, no meu jardim?
- Vim ver como estava a mi.... a tua pequenina...
- De onde é que conheces a Lua? – perguntou Ricardo, desconfiado.
- Fui eu que a deixei em tua casa… Vou-te explicar melhor o que aconteceu... A minha cadela Dinas teve seis bébes, e um deles é a que tu tens neste momento, a Lua. Como a minha mãe não me deixava ficar com todos, tive de os dar a alguém, o que para mim, foi muito difícil. Tinha de os dar a alguém que conhecesse e que achasse que conseguiria tomar conta dela. Foste tu que me vieste logo à cabeça.
- Então a tua cadela teve filhotes e tu tinhas de os dar a alguém? Mas que história…!!!
- É verdade. Mas eu sabia que irias cuidar bem dela.
- Pois... Eu adoro a Lua! É a minha melhor amiga. Mas… vieste para me tirar a Lua?
- Claro que não. Só a vim visitar.
- Está bem. Deixaste-me preocupado. Sabes que mais? Podes vir visitá-la sempre que quiseres! Áurea passou a ser a melhor amiga de Ricardo e a visitar mais vezes a sua grande amiga Lua!

Marta Silva