sexta-feira, novembro 03, 2006

A FOCA

CONTINUAÇÃO DE TEXTO

Texto dado


Um homem passeia com uma foca pela rua e encontra um amigo, que lhe pergunta:
- Que andas a fazer com uma foca nas ruas?
- Ofereceram-me e não sei o que hei-de fazer com ela!
- Podes levá-la ao Jardim Zoológico! – sugeriu o amigo.
- Já a levei ao cinema e à Feira Popular, mas não há nada que a divirta... – explicou o homem, com um ar desanimado.

Continuação

- Adeus, disse ele – tenho de ir embora.
No caminho, reparou que estava a anoitecer e então pensou onde dormiria a foca naquela noite. Ele pensou, pensou, pensou, até que encontrou uma solução. Chegou a casa, falou com a foca como se ela entendesse:
- Tu, vais dormir aqui. Entendeste? Na banheira!
Encheu a banheira com água fria e disse:
- Salta.
A foca, espantada, ficou parada.
- Vá, salta já!
Ela saltou e começou a fazer sons estranhos, como as outras focas. O homem foi dormir e, pela madrugada, sentiu-se molhado. Olhou para o seu lado e gritou:
- Mas... como é que conseguiste sair da casa-de-banho?! Eu tranquei a porta.
O homem foi ver e a porta estava partida.
- Tenho de arranjar uma solução. Não posso ficar com esta foca, ela dá-me demasiados prejuízos cá em casa.
No dia seguinte, levou a foca ao Zoomarine, deixando-a lá. Saiu, muito triste e, no portão, um senhor chamado João Manuel disse-lhe:
- Vens visitá-la todas as segundas, quartas e sextas.
- Está bem, meu “anjo-da-guarda”!
Nos primeiros dias, a foca ficou triste, mas depois, habituou-se e ficou feliz por estar acompanhada dos seus novos amigos.


Thaís Fernanda Rosa
EB 2,3 José Tagarro - Cartaxo
5.º C – Out. 2006