No deserto sem água
Não há nada
Não há oásis
Só há miragens paradas
Contra a densa tempestade arenosa
A água apaga miragens
A miragem é a sede fatal
É a sede que mata
É uma visão desamparada
É sempre uma miragem parada
Totalmente parada.
Carlos Mendes com Manuel Sampaio- 6.º I
(a partir do texto Paisagem de Eugénio de Andrade)
segunda-feira, maio 15, 2006
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