segunda-feira, maio 15, 2006

MIRAGEM

No deserto sem água
Não há nada
Não há oásis
Só há miragens paradas
Contra a densa tempestade arenosa
A água apaga miragens
A miragem é a sede fatal
É a sede que mata
É uma visão desamparada
É sempre uma miragem parada
Totalmente parada.

Carlos Mendes com Manuel Sampaio- 6.º I
(a partir do texto Paisagem de Eugénio de Andrade)

Sem comentários: