segunda-feira, agosto 13, 2007

A FEITICEIRA DAS PALAVRAS




Há muitos, longos anos, encontrei numa floresta uma estranha criatura que se parecia com uma feiticeira.
Exibia umas vestes estranhas, de pele de leopardo, todas esfarrapadas; tinha um rosto pálido e um pescocito magro e, na mão, um stranho bastão, parecido com um tronco com uma esfera no topo.
Estava sentada numa pedra, com a mão estendida no ar, cantando uma canção parecida com isto:

“Que bela vida, que bela vida,
Nesta floresta, todos os animais são meus amigos.
Que bela vida, que bela vida,
Nesta floresta erguida no fim do mundo
Que bela vida, que bela vida,
Nesta floresta onde ninguém me pode encontrar.”

A sua voz era fantástica, bela! Estava eu a admirá-la, por detrás de uma árvore, quando, de repente, ela olha para mim, pega no bastão e lança-me um raio que me traz até ela.
- Quem és tu, forasteiro?
- Eu sou Apolinário Mosquito, de Portugal. E a senhora?
- Eu sou a Feiticeira das Palavras.
- Então....és mesmo uma feiticeira???!!!
Acenou que sim, com a cabeça, e eu perguntei de novo:
- O que é que tu fazes, feiticeira? Como é que te tornaste uma feiticeira?
- Olha, eu procuro palavras por todo o mundo, para fazer uma frase sagrada que dirá assim: “Eu, por todo o mundo irei, com monstros lutarei e a Liberdade alcançarei.” Só se eu conseguir formar essa frase, serei liberta do feitiço lançado sobre mim há anos. Já consegui a frase quase toda, só falta a palavra LIBERDADE.
- E onde está? – indaguei. – Está escrita em que tipo de papel?
- Não é papel algum, é gelo, e acho que está no Polo Norte.
- Então vamos lá... mas como?
- Com um feitiço, claro!
E lá fomos.
Quando chegámos, procurámos durante horas a fio, até que, repentinamente, tropecei em qualquer coisa e caí.
- Então, estás bem? Magoaste alguma coia?
- Não....estou bem, mas... em que é que eu tropecei?
Fomos ver e verificámos que eu tropeçara num E do tamanho da palma da minha mão. Puxámos por ele e encontrámos a palavra LIBERDADE.
- E os monstros com que tínhamos de lutar, onde estão?
Mal isto tinha sido dito, aparece um monstro peludo, semelhante a uma gigantesca bola de pêlo, com patas, a vir na nossa direcção.
- Depressa, Feiticeira, tira-nos daqui!
- É para já!
Ela disse umas palavrinhas e pisgámo-nos dali.
Chegados à floresta, a Feiticeira completou a frase mágica e libertou-se do feitiço que, disse-me depois, era o feitiço da Solidão...!

Leandro – 5.º C
2006/07

domingo, junho 17, 2007

NOITE DE LUAR




Lulu, com sua lupa d'encantar
via a Lua.
No seu livro
foi lendo
a bela história do Luar.

À janela, no fundo do céu,
encontrava brilharetes d'encantar
bailando com a Lua-Cheia
os lobos cantando
na festa de despedida da noite.


ORLANDA E CAROLINA COELHO - 6.º E
EB 2,3 José Tagarro - Cartaxo

MATILDE, A VACA VOADORA




Era uma vez uma vaca que voava. Chamava-se Matilde, mas ninguém gostava dela, pois tinha asas, voava por cima das vedações dos senhores e comia-lhes o que eles tinham plantado.
Porém, havia um menino que a achava engraçada. Era o Bruno: alto, cabelo preto, olhos da cor das castanhas, inteligente e brincalhão como a Matilde. Esse menino era eu.
Por sua vez, a Matilde era branca, mas podia mudar de cor, conforme a disposição, tinha chifres grandes, um rabo enorme e maminhas cor-de-rosa. Quando abria as asas para voar, estas ficavam vermelhas, apesar de, quando caídas, parecerem brancas.Tinha um olho de cada cor: o direito era vermelho, o esquerdo, roxo.
Quando não tinha nada para fazer ou para estragar, a Matilde soltava um grande MMUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM, sinal de que queria que eu fosse ter com ela, para irmos passear.
Matilde levava-me sobre uma montanha, voando sempre, e quando pousava, íamos nadar num rio fantástico. Todos lá queriam ir, mas não conseguiam, porque só a Matilde lograva lá chegar, e o seu único amigo era eu.
Passaram-se tempos e Matilde nunca mais tinha ido ter comigo, nem me tinha chamado.Fui a casa dela mas não encontrei ninguém. Procurei na cidade, pelos campos, e nada!Ao passsar por uma pavilhão, ouvi um mugido. Entrei e vi a Matilde muito triste, pois, segundo me disse, uns homens tinham-na prendido lá. Eu libertei-a, fomos até à cidade e pregámos tamanho susto aos homens que a tinham prendido, que eles não devem ter ficado com vontade de prender mais nenhum animal, para o resto das suas vidas!
De repente, ouviram-se trovoadas enormes, cruzadas, que duraram muito tempo. Chovia a potes e a cidade começava a ficar inundada. Eu e a Matilde percebemos que, ali, não se salvaria ninguém. Como a Matilde tinha bom coração, esperou que todos adormecessem, abrigados da água, e encheu-se de força para os levar a todos para a montanha, com a minha ajuda, claro.
Quando acordaram, viram-se no meio da maior maravilha de todos os tempos e não compreendiam o que tinha acontecido. Então, eu contei-lhes. Ao olharem bem lá para baixo, viram que a sua cidade estava toda inundada, e agradeceram muito à minha amiga Matilde por os ter salvo.Ficaram todos muito amigos.
Quando a chuva se foi e a terra secou, descemos todos da montanha, para reconstruir o que desabara. Matilde ajudou muito e a cidade inteira, agradecida, reservou-lhe um espaço grande, cheio de legumes e de tudo o que ela gostava, como prenda de aniversário. Então, ela, piscou-me o olho, e levou-as a passear por sobre a montanha e a conhecer o rio onde nós costumávamos nadar.
E eu ria-me, sem a menor inveja, pois a vaca Matilde continua a ser a minha melhor amiga!


BRUNO AMENDOEIRA - 6.º E
EB 2,3 José Tagarro - Cartaxo

domingo, maio 20, 2007

B...B...B...

O Burro é burro,
pois é....
O Burro é bimbo,
pois é...
Ser bimbo é banal,
pois é...
Banal é bom,
pois é...
Ser Bom é bonito,
pois é...
Bonito é o branco,
pois é...

Brancas são as nuvens
que brincam no céu.

Esterfânia Nascimento & Bernardo Campino
6.º E - 2006/07
EB 2,3 José Tagarro - Cartaxo

S...S...S...

Sabia a Sarita
O som que saía
Sabendo o que sabia
Sobre a Sabedoria.


Segredos serenos
Sarita sabia,
Se os segredasse
O mal saíria.


Sabes que segredos
Não se podem saber
À tagarelice
Não podes ceder.



Filipa Custódio e Joana Serafim
6.º E - 2006/07
EB 2,3 José Tagarro - Cartaxo

NOVA IMAGEM

OLÁ, PESSOAL!!!!

Este ano tem sido complicado, e os textos tiveram de ser muito trabalhados para começarem a ter graça. Ora, textos sem graça estamos nós todos fartos de ler, não é? Por isso, e porque o Blog continua a ter o mesmo espírito de sempre - só incluir o que de melhor os alunos vão produzindo, em cada ano lectivo - achamos que vale mais pouco e bom que muito e fraquinho.
Ahhhhhhhhh....Resolvemos dar nova maquilhagem ao nosso Blog, que tal?

Beijocas e...escrevam-nos!

LP

Definição colectiva - POESIA





A P O E S I A
É COMO O CÉU A BRILHAR
É UMA MANEIRA DE DIZER
UMA FORMA DE ESCREVER
UM JEITO DE LER
QUE TOCA O CORAÇÃO.

A P O E S I A
FAZ PENSAR EM AMOR
FALAR EM VERSO...
É RITMO, RIMAS,
VERSO E ESTROFE

É UMA ARTE
A P O E S I A

É DEIXAR OS SENTIMENTOS
FALAR MAIS ALTO
É IMAGINAÇÃO

É DE TODOS, É ALEGRIA
A P O E S I A !



Setembro 2007 - Texto Colectivo 6.º E
Agrupamento Marcelino Mesquita
EB 2,3 José Tagarro - Cartaxo